Igreja Matriz de São Vicente Martir Associação de Turismo Militar Português - ATMPT

Nesta viagem pelos pontos de interesse da Rota, faça uma paragem na Igreja Matriz de Vila Franca de Xira, dedicada a São Vicente Mártir, construção do século XVII, com ligações históricas à 1ª e 3ª invasões francesas a Portugal.

Fundada em 1667, esta igreja é dedicada a São Vicente e pertenceu originalmente à Ordem de Terceira de São Francisco. Sofreu danos decorrentes do Terramoto de 1755, tendo sido reconstruída e a sede paroquial transferida para aqui, após a destruição da primitiva matriz que se localizava próximo desta. No seu interior, merece destaque a Capela do Concílio, com o seu teto pintado, que alberga uma coleção de arte sacra e de azulejos oitocentistas.

A primitiva Igreja Matriz de Vila Franca, que foi fundada no século XII, tendo sido derrubada pelo terramoto de 1755, resultou na permanência no seu largo de grandes porções de cantaria e alvenaria e foi aquele espaço destinado a cemitério de pobres e desvalidos estrangeiros.
A propósito desta função, diz-nos Amaral, remetendo para o momento da 1ª invasão francesa: Em 1807 entrando o exército francês em Portugal a diarreia grassou nele, e muitos soldados faleceram no Hospital desta Vila, os quais se enterraram no dito Adro servindo por então de cemitério público. 
A matriz passou depois a ser assumida pela Capela dos Terceiros Franciscanos, atualmente sob o orago de S. Vicente Mártir).
Amaral refere ainda a apropriação de um dos três painéis do pintor Bento Coelho da Silveira que tinham vindo da primitiva matriz:
Da matriz arruinada três grandes painéis vieram para o hospício dos terceiros franciscanos. (…) As turbas vieram e assistiram ao banquete, este o terceiro painel na parede topo do coro. (…) o abade e religiosos do Mosteiro de Santa Maria de Belém ofereciam por ele um de prata maciça do mesmo tamanho; rejeitou-se a oferta; e os franceses o levaram; no exército se encontravam professores de pintura, e escultura para conhecerem o bom naqueles dois géneros, e se apropriaram dele, e o remeteram para França. (Amaral, vol. II, p. 9)
Três anos depois, já durante a 3º invasão francesa a território nacional, o prior de Vila Franca, tendo sido avisado da proximidade dos exércitos franceses pelo auditor do exército português, mandou enviar toda a prata, paramentos e cartório da sua igreja matriz para Lisboa.
Tudo isto foi enviado em 2 carregamentos. O primeiro seguiu numa falua com os paramentos e chegou bem a Lisboa. Contudo, as pratas – que teriam mais de 300 anos à altura – seguiram no segundo carregamento, numa fragata que naufragou devido a uma tempestade, tendo-se perdido tudo. 
Ainda a propósito da devastação causada pelas tropas do general Carrera, João Amaral dá-nos conta que da matriz até os quadros roubaram e que as igrejas em geral, depois de despojadas, foram convertidas em cavalariças.
Lino de Macedo, na sua obra “Antiguidades dos Concelho de Vila Franca de Xira”, conta-nos que as imagens da Ordem Terceira de S. Francisco foram completamente destruídas, assim como as de quase todas as igrejas. (Lino Macedo, p. 98)


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